Dr. RAIMUNDO LOPES, notável geógrafo maranhense
Maranhense, nascido em Viana, em 1894. Foi um dos pioneiros na construção do conhecimento sobre o Maranhão, sua territorialidade, geografia, arqueologia, etnografia e outras áreas afins no âmbito natural e cultural. Bacharel em Letras produziu seu primeiro trabalho científico, O Torrão Maranhense, aos 17 anos, logo depois, Uma Região Tropical, através do qual delineou um panorama abrangente sobre os aspectos geográficos, econômicos, etnológicos, recursos arqueológicos e particularidades culturais regionais.
Raimundo Lopes localizou os primeiros sítios arqueológicos maranhenses, sambaquis e estearias, servindo sua obra de orientação a todas as pesquisas posteriormente realizadas no Estado. Sua produção científica, como pesquisador efetivo do Museu Nacional do Rio de Janeiro, foi significativa e seus estudos voltados ao desenvolvimento de ações na defesa e salvaguarda de bens patrimoniais inovadores em sua época. Morreu no Rio de Janeiro, em 1941, pouco após o término do seu último trabalho acadêmico, Antropogeografia.
Retirado de Centro de Pesquisa de História Natural e Arquiologia do Maranhão. Disponível em: www.cultura.ma.gov.br/portal/cphna/index.php?page=arqueologia_extend&id=10. Acessado em 13 de maio de 2013.
LITERATURA CIENTÍFICA DO MARANHÃO
Resenha de livro raro: Uma Região Tropical, de Raimundo Lopes
16/05/2013 08:55 
ASPECTOS DA VEGETAÇÃO PREDOMINANTE NO TERRITÓRIO ARARIENSE
Por localizar-se numa área de transição, entre o Nordeste e a Amazônia, região esta conhecida como Meio Norte, a vegetação arariense sofre influência dos seguintes tipos de formações vegetais: campos, mata dos cocais e mata de transição (pré-amazônica), além dos mangues, um tipo de formação vegetal formada por árvores médias, com raízes em forma de escoras, solos pantanosos, onde predominam, sobretudo, caranguejos, siris, etc., predominando nas margens do Mearim, em seu baixo curso, junto à foz, ainda em território arariense.
Os campos são formados por vegetação rasteira, gramíneas como o capim-açú (Panicum SP.) com touceiras altas, capim-de-marreca (paspalum SP.) uma relva miúda e de verde forte, capim tiririca (Ciperus cyperianal), algodão bravo (Ipomora fistulosa), a salsa brava, uma planta do tipo cipó de uma bela flor em forma de campânula. Em épocas de cheias os campos inundam e aparecem vegetais como o mururu (Eichornia crassipes.), o junco (Cyperáceas), tripa de vaca, etc. Nos campos ararienses, após as cheias, são comuns também mimosáceas como o jiquirí (Giant Mimosa), sabiá (Mimosa caesalpiniaefoliac), angico (Anadenanthera peregninan), unha-de-gato (cacia polyphola) e algumas árvores de médio e pequeno porte como a jeniparana (Gustavia augusta) o mata-pasto (Senna alata), ingá (Ingá SP.), o crivirizeiro, que geralmente é encontrado próximo às margens dos lagos e igarapés, assim como a arariba, além de outras plantas arbustivas ou de médio porte muito comuns nos campos baixos, principalmente durante o período de estiagem. Os campos baixos são de uma extraordinária exuberância e riqueza vegetal e animal, sobretudo aves piscívoras, que, no período chuvoso migram para esse bioma para reproduzirem e encontrar alimentos. Seja no período de seca ou de cheia, os campos inundáveis são admiráveis e suntuosos. Os campos alagáveis da Baixada Maranhense são Áreas de Preservação Ambiental. Um patrimônio ambiental e turístico desse pedaço do Maranhão.
Os cocais são representados pela palmeira de babaçu (Orbignya phalerata tart), principal tipo vegetal e de maior abundância nesse bioma; tucunzeiro (Astrocaryum SP.), marajazeiro (Bactris SP.), titareira, macaúba (Acrocomia – p.), inajá (Maximiliana regia), bacabeira (Oenocarpus bacaba Mart.), juçareira (Euterpe edulis.), buritizeiro ( Mauritia flexuosa) e pela carnaubeira (Copernicia prunifera). Certamente as palmeiras de babaçu são as grandes vedetes da mata dos cocais. É uma planta 100% aproveitável. O babaçu é utilizado na culinária local, é matéria-prima para cosméticos, sabonetes, sabões, e na produção de carvão, com grande potencial colorífico. A carnaúba é outra planta desse bioma que merece destaque devido à sua importância econômica.
A mata de transição apresenta árvores de médio e grande porte como: pau d’arco, maçarandubeira, sumaumeira, mangueira, jatobá, jenipapo (Genipa americana), cajazeiro, embaúba (Cecropia SSP.) cedro, sapucaieira, tarumã (Vitex polygamai Chan), goiabeira (Psidium guajeval L.), ipê amarelo (Tabebuia umbellata), dentre outras. Devido o desenvolvimento da pecuária e da agricultura mecanizada em território arariense, a mata de transição e os campos perderam a sua cobertura vegetal original em larga escala e incontrolável intensidade. A mata de transição tem pouca predominância em nossa região, no entanto, apresenta-se com destaque por causa dos tipos arbóreos que constituem esse bioma, que são comumente encontrados em nosso território.
REFERÊNCIA
- LOPES, Raimundo. Uma Região Tropical. Rio de Janeiro. Editora Fon-Fon e Seleta. 1970.
O ANINGAL E SUA IMPORTÂNCIA PARA OS CURSOS D'ÁGUA
Habitando, naturalmente, os terrenos aluviais inconsistentes, típicos de curso inferior e de estuário, a aninga (Montrichardia arborenscens) organiza-se em fileiras às bordas dos rios, igarapés, lagos e assemelhados mearinenses.
A expansão profusa da aninga, favorecida pela rápida multiplicação de seus rizomas, forma um aspecto ecopaisagístico muito peculiar – o aningal - que protege os barrancos lamacentos, impedindo a erosão das margens, abriga aves piscívoras, répteis (jacarés, cobras, cangaparas) e outras classes de indivíduos, tais como algumas espécies de peixes que ali se refugiam quando os cursos d’água ficam inundados.
Em tempos pouco distantes, o caule da aninga era muito requisitado para a fabricação de balsas, utilizadas no transporte de madeira destinada às marcenarias e carpintarias das comunidades ribeirinhas. Alem disso, as crianças e os adolescentes, sobretudo de Arari, nosso caso específico, utilizam o tronco da aninga como bóia, para atravessarem os rio e o igarapé ou até mesmo aprenderem a nadar. O ruim nisso é a coceira ("pico", na linguagem local) que a aninga deixa após o contato direto com a pele.
REFERÊNCIA
SOARES, Éden do Carmo. Peixes do Mearim. São Luís: Géia, 2005, p.27.
PE. BRANDT, o benfeitor de Arari
O BENFEITOR DE ARARI
19/04/2013 17:54POEMA DE UM MEARINENSE-BAIXADEIRO
EU...
15/04/2013 18:11
TIPO CLIMÁTICO DE ARARI
O clima predominante no município de Arari é o tropical quente e úmido. Esse tipo climático é predominante porque Arari está em baixa latitude, ou seja, próximo à linha do equador. Devido esta proximidade com o equador, existem apenas dois períodos bem definidos, o período chuvoso, que vai de janeiro a junho e o período de estiagem, que vai de julho a dezembro. As temperaturas variam de 26°C a 32°C e a média de 28°C, a pluviosidade do município é de 800 mm a 1600 mm/ano. No período de janeiro a junho a relatividade do ar ultrapassa 80% ficando o restante do ano com valores abaixo dos 80%, porém não inferiores a 50%.
Os ventos alísios do NE determinam a temporada de chuvas na região, enquanto os ventos alísios do SE determinam a temporada de estiagem. Os ventos na região alcançam velocidade média mensal 26 Km/h. E uma pressão de 1009 hPa.
O torrão arariense, por encontrar-se numa área de baixa latitude, sofre influência dos Regimes Equatorial Continental e Equatorial Marítimo, que surgem a partir dos deslocamentos das massas Equatorial continental (mEc) e Equatorial norte (mEn), caracterizando-se o regime chuvoso. No período de estiagem, face ao maior aquecimento do continente em relação ao oceano, as massas frias dão lugar às massas quentes como a massa Equatorial continental (mEc), que passa a dominar o clima.
REFERÊNCIAS
- HIDRAELE – Projeto de Construção da Barragem no Igarapé do Nema – Relatório de Impacto Ambiental. Volume II. Arari – Ma. Agosto/1996.C
- ClimaTempo, site oficial: www.climatempo.com.br. Acessado em 12 de abril de 2013.
PRODUÇÃO PECUÁRIA DE ARARI, EM 2012
Arari - MA |
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Pecuária 2012 |
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Bovinos - efetivo dos rebanhos |
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43.339 |
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cabeças |
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Equinos - efetivo dos rebanhos |
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955 |
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cabeças |
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Bubalinos - efetivo dos rebanhos |
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4.062 |
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cabeças |
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Asininos - efetivo dos rebanhos |
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186 |
|
cabeças |
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Muares - efetivo dos rebanhos |
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159 |
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cabeças |
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Suínos - efetivo dos rebanhos |
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2.362 |
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cabeças |
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Caprinos - efetivo dos rebanhos |
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807 |
|
cabeças |
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Ovinos - efetivo dos rebanhos |
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572 |
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cabeças |
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Galos, frangas, frangos e pintos - efetivo dos rebanhos |
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23.683 |
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cabeças |
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Galinhas - efetivo dos rebanhos |
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10.130 |
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cabeças |
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Vacas ordenhadas - quantidade |
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1.393 |
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cabeças |
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Leite de vaca - produção - quantidade |
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376 |
|
Mil litros |
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Ovos de galinha - produção - quantidade |
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27 |
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Mil dúzias |
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FONTE: IBGE/AGED-MA |
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RIO MEARIM
MEARIM: o nosso rio
04/04/2013 17:02IGARAPÉ DO NEMA
IGARAPÉ DO NEMA, nosso pequeno-colosso e a ingratidão antrópica
24/03/2013 17:39 
OS TIPOS DE SOLO ARARIENSE
Segundo estudos realizados pela Hidraele Serviços e Projetos Ltda, em Arari, no ano de 1996, o solo arariense apresenta dois tipos básicos: o Glei Pouco Húmico e o Aluvial.
O Glei Pouco Húmico é um solo de deposição recente relacionado ao Quaternário, nesse tipo de solo, normalmente há predomínio da redução do composto de ferro, em virtude dos lençóis freáticos permanecerem altos durante a maior parte do ano, em consequência esses compostos ferrosos se reduzem ou se oxidam, provocando o aparecimento de mosqueados amarelo-avermelhado, com camadas superficiais acinzentadas. Esse tipo de solo impossibilita a mecanização agrícola devido o excesso de água e textura argilosa.
O Aluvial é um solo mineral, também de deposição recente, de textura variável e de forma heterogênea, sendo originado a partir de deposição de sedimentos fluviais. É moderadamente drenado, não apresenta impossibilidade de ordem física ao uso de maquinário agrícola, e pode ser usado na agricultura em geral, uma vez corrigida suas deficiências nutricionais.
REFERÊNCIA
- HIDRAELE – Projeto de Construção da Barragem no Igarapé do Nema – Relatório de Impacto Ambiental. Volume II. Arari – Ma. Agosto/1996.
PONTE SOBRE O RIO MEARIM: ITAPOÃ
A grande ponte sobre o Rio Mearim, Itapoã, foi inaugurada em 12 de dezembro de 1973. Nesse dia, chega a Arari, para inaugurar a ponte, o ministro Mário Andreazza, titular do Ministério dos Transportes, no governo de Garrastazu Médici, acompanhado de grande comitiva de autoridades, entre as quais o governador do Maranhão, Pedro Neiva de Santana e o comandante Zeven Boghossian, diretor-geral do Departamento de Portos e Vias Navegáveis. Oito aviões aterrissaram em Arari nesse dia, conduzindo autoridades estaduais e federais.O prefeito de Arari, à época, era o Sr. Benedito de Jesus Abas, Biné Abas.
A ponte sobre o Rio Mearim, situada no Bairro da Coréia, da cidade de Arari, foi construída pela Construtora Itapoã, tendo como engenheiro responsável o Dr. Eduardo Torres Lopes e como ajudante e chefe-de-obra o Sr. Bita Tanaka. Sua dimensão é de 10 metros de largura e 240 m de extensão, com 100 metros de vão livre, constituindo-se, na época, a terceira maior ponte em vão livre no Brasil, depois da Rio-Niterói e de outra ponte no Rio Doce, na cidade mineira de Resplendor.
REFERÊNCIA
BATALHA, João Francisco. Um Passeio pela História do Arari. Lithograf. São Luís: 2011, p.181.
RUÍNAS DA CAPELA DE NOSSA SENHORA DO CARMO (DO SÉCULO XVIII)
O povoado Carmo, localizado no município de Arari-MA, outrora foi uma povoação com muitos moradores e onde existiu um grande Festejo Religioso em homenagem a Nossa Senhora do Carmo. Segundo informações fornecidas pelo historiador arariense, João Francisco Batalha, o local teria sido fazenda administrada pelos frades da Ordem de Nossa Senhora do Carmo, por volta da segunda metade do século XVIII, onde existiu, também uma Igreja (Capela, hoje em ruínas) erigida em nome da Santa Senhora, e de que lá existiu, também, um Engenho de Açúcar, além da sesmaria pertencente a Manoel Maciel Parente.
A comunidade pertencia inicialmente ao município de Vitória do Mearim, mas foi anexada ao município de Arari a partir de 23 de maio de 1871, sete anos após a emancipação política do Arari, em 27 de junho de 1864. Hoje o povoado praticamente não existe mais. A Capela de Nossa Senhora do Carmo (foto acima) está em ruínas. Ao lado da Capela, há um ferro muito pesado, que segundo uma lenda local, ninguém consegui movê-lo. Alguns antigos moradores do local, ainda vivos, que hoje habitam em Arari ou em Vitória do Mearim, dizem que o ferro é místico.
LAGOS ARARIENSES
LAGO ARARI-AÇÚ
25/02/2013 10:31Baixo Mearim, "Boca do Rio"
EROSÃO MARGINAL DO BAIXO MEARIM
25/02/2013 10:22Baixo Mearim, "Boca do Rio"
O PROBLEMA DAS QUEIMADAS NA "BOCA" DO RIO MEARIM.
25/02/2013 10:20"BOCA DO RIO" MEARIM
PESCARIA NA "BOCA DO RIO" MEARIM.
25/02/2013 10:17IGARAPÉS ARARIENSES
A IMPORTÂNCIA DOS IGARAPÉS PARA ARARI
21/02/2013 09:51 
POPULAÇÃO ARARIENSE EM NÚMEROS (PARTE II)
O município de Arari apresentou um crescimento demográfico contínuo nos últimos 20 anos. Segundo o censo do IBGE 2010, tivemos números crescentes em vários aspectos da nossa população. Vejamos a seguir os números da população arariense no tocante à escolaridade, analfabetismo, rendimentos, trabalho, número de domicílios, religião, etc.
Religião – Arari possui 23127 católicos; 4304 evangélicos, divididos em diversas Igrejas; 908 pessoas que se declaram sem religião; e 16 pessoas que se dizem ateus.
Escolarização e Analfabetismo – A população de 15 anos ou mais alfabetizada (que sabe ler e escrever) é composta de 19772 pessoas; 4407 (15,4%) são consideradas analfabetas absolutas. Da população de 10 a 19 anos, 887 estão fora da escola.
Trabalho e Renda – 2838 ararienses vivem com um rendimento mensal de ¼ do salário mínimo, ou seja, sobrevivem com 170 reais mensais, aproximadamente. Pessoas com mais de 10 anos que trabalham com carteira assinada somam 1931 trabalhadores. Há 2988 ararienses trabalhando na informalidade, ou seja, sem carteira assinada. Arari possui atualmente 7772 domicílios, distribuídos nas zonas urbana e rural.
Referência
IBGE - Censo demográfico de 2010. Disponível em www.ibge.gov.br. Acessado em 30 de janeiro de 2013.

A POPULAÇÃO ARARIENSE EM NÚMEROS (PARTE I)
A população arariense absoluta, segundo o IBGE - Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística - 2010, é de 28.488 habitantes. Sendo que 17.483 (61,37%) habitantes residem na zona urbana; e 11.005 (38, 63%) habitantes residem na zona rural. A densidade demográfica é de 25,90 hab./km2.
Na tabela abaxo, observa-se o aumento populacional de Arari, de acordo com os últimos censos demográficos (de 1996 a 2010) realizados pelo IBGE.
|
ANO |
1.996 |
2.000 |
2.007 |
2.010 |
|
Nº HAB. |
25.125 |
26.366 |
27.753 |
28.488 |
Fonte: IBGE
Entre os anos de 1.996 a 2.000 o aumento demográfico arariense foi de 1.241 pessoas; de 2.000 a 2.007 houve um crescimento populacional de 1.387 pessoas; e de 2007 a 2010 houve um crescimento demográfico de 735 pessoas.
A tabela abaixo mostra-nos o número de habitantes, por faixa etária, do município de Arari, segundo o censo demográfico de 2010 realizado pelo IBGE.
|
FAIXA ETÁRIA (anos) |
MASCULINA |
FEMININA |
TOTAL |
|
0 a 4 |
1.315 |
1.279 |
2.594 |
|
5 a 14 |
3.049 |
2.830 |
5.879 |
|
15 a 29 |
4.237 |
4.254 |
8.491 |
|
30 a 49 |
3.286 |
3.393 |
6.679 |
|
50 a 79 |
2.246 |
2.194 |
4.440 |
|
80 a 99 |
179 |
219 |
398 |
|
100 anos ou mais |
3 |
4 |
7 |
|
TOTAL |
14.315 |
14.173 |
28.488 |
|
|
|
|
|
Fonte: IBGE – 2010
GEOGRAFIA ARARIENSE
SILVESTRE FERNANDES, nosso notável geógrafo
01/02/2013 19:24Nosso povo arariense
"ARARIENSE"
25/01/2013 18:28LAGO DA "MORTE"
LAGO DA "MORTE": toponímia, exuberância e degradação antrópica
22/01/2013 19:24
IGARAPÉ DO JOÃO DE MATOS
O Igarapé do João de Matos fica localizado no povoado Carmo, banha os vastos campos daquele povoado arariense. Nasce nas proximidades do Arari-açu e deságua no rio Mearim. O nome "João de Matos" é em homenagem ao desbravador daquelas terras e provável primeiro morador dessa região, no século XVIII. Segundo relatos de vários pescadores e ex-moradores do Carmo, outrora o João de Matos era um igarapé largo, fundo e piscoso. Hoje, quem vai ao João de Matos depara-se com um cenário de degradação em um estágio avançado. O igarapé está raso, com uma profundidade média de 1,20 m e uma vazão de 0,086 metros cúbicos por segundo; estreito, a largura média é de 5,5 m. De onde se encontrava a antiga margem do igarapé, e onde está hoje, há uma distância de 4 metros. O assoreamento é intenso. Encontramos vários trechos onde a água estava cheia de óleo lubrificante, e, ainda por cima, muitas embalagens do produto boiando nas águas turvas e barretas de coloração alaranjada. Peixe? Não vimos nenhum. Até porque, com o estado em que se encontra o João de Matos, peixe algum conseguiria sobreviver naquelas águas. A vegetação marginal foi derrubada pelo agronegócio, haja vista que em suas margens há campos agrícolas de arroz mecanizado. A largura da mata cilar até os campos de arroz não chega a 5 metros. É cabível dizermos que o agronegócio implantado em Arari não respeita o meio ambiente. O ecocídio que ora encontramos no João de Matos é culpa da falta uma política e de um planejamento sustentável, para que progresso e meio ambiente avancem lado a lado. Arari é um município privilegiado no tocante aos recursos hídricos. Temos dezenas de iagarapés perenes, que, no entanto, atualmente, estão em situação de extrema degradação ambiental. Não há um plano de manejo e de zoneamento ambiental que possa viabilizar a proteção destes importantes "braços" do rio Mearim. O zoneamento e o plano de manejo como instrumento técnico, devem ser a base de qualquer política pública de preservação do meio ambiente, compatibilizando-se o uso dos recursos naturais e sua conservação. "Os igarapés servem de vias migratórias para grande número de espécies da ictiofauna mearinense, pois no período da piracema os peixes percorrem esses sangradouros naturais até os campos baixos onde desovam, perpetuando a espécie" (Soares, 2005).
REFERÊNCIA
SOARES, Éden do Carmo. Peixes de Mearim. São Luís: Instituto Geia, 2005, p. 25.

O igarité, embarcação símbolo do Baixo Mearim
O igararité é um tipo de embarcação típica desse trecho do Mearim, que estabelece uma bela relação com o rio. É versátil, sua fabricação é praticamente toda artesanal, com o uso de ferramentas simples. Em Arari existiam vários fabricantes de igarités. Atualmente essa arte primorosa praticamente não existe mais. Os grandes fabricantes ararienses de igarités já faleceram ou estão muito idosos e não dão mais conta do trabalho. Infelizmente não houve o repasse dessa arte. E os poucos que aprenderam a fabricá-lo não levaram a arte à diante. O odontólogo e icitiólogo arariense, Éden do Carmo Soares, no seu notável livro PEIXES DO MEARIM, define da seguinte forma o igarité, vejamos: "Um meio de transporte comumna região é o igarité, embarcação motorizada alongada, estreita e de pequeno calado. Nem mesmo quando estradas temporárias alcançam os povoados à beira do rio e dos lagos, o igarité deixa de ser o mais eficiente meio de transporte das comunidades ribeirinhas. É o "pau-para-toda-obras", no dizer comum, transportando produtos da mata e da lavoura, pescadores na sua faina, ou passageiros e mercadorias do pequeno comércio da região". Desse modo, o igarité é um símbolo mearinense que está a serviço das comunidades ribeirinhas.
REFERÊNCIAS
SOARES, Éden do Carmo. Peixes de Mearim. São Luís: Instituto Geia, 2005, p. 31.
HISTÓRIA DE ARARI
ARARI, segundo o notável historiador maranhense, César Augusto Marques
15/01/2013 19:40MUSICALIDADE ARARIENSE
JOSÉ MARTINS, o nosso eminente maestro
14/01/2013 19:03POETIZANDO O MEARIM (tentei, enfim)
O MAIS BELO DOS RIOS
06/01/2013 17:21ARARI
ARARI: localização, origem e aspectos geográficos, econômicos e culturais
23/12/2012 19:12GEOGRAFIA ARARIENSE - "BOCA DO RIO" MEARIM
A FOZ DO RIO MEARIM - "BOCA DO RIO"
23/12/2012 18:56Academia do Saber Arariense
A RATIFICAÇÃO DO SABER ARARIENSE
23/12/2012 18:50Geologia Arariense
ARARI: descrição da estrutura geológica
26/11/2012 18:00Lagos de Arari
ARARI, limnologia lacustre
26/11/2012 10:55GEOGRAFIA DE ARARI
"LAGO DA MORTE", UM LAGO QUE NÃO É LAGO
28/10/2012 18:17Arari
ARARI: ASPECTOS GEOGRÁFICOS GERAIS E LIMITES
26/10/2012 17:24

ARARI: um breve histórico
Em 1723, José da Cunha D’Eça, fidalgo da Casa Real e Capitão-Mor da Ribeira do Mearim, fazendo vir gado de Cabo Verde, na África, instalou junto à Vila uma fazenda, tendo mandado levantar nessa localidade uma Igreja com a evocação de Nossa Senhora de Nazaré, dotando-a de um curral de gado, meia légua de terras, quatro escravos e ainda de abegoarias e paramentas, nativa, turíbulo, cadeirinha e sino, doação essa confirmada pela Carta Régia de 19 de maio de 1760, dirigida ao Provedor-Mor da Fazenda Real da Fazenda do Maranhão.
Em 1728, o proprietário José da Cunha D’Eça transferiu essa freguesia para o Sítio Velho, que passou a ter denominação de Vila do Mearim, sendo considerada a principal povoação da Ribeira do Mearim.
Com a morte de José da Cunha D’Eça e acessão de Manoel Parente à patente de Capitão-Mor da Ribeira do Mearim, em 1747, Joaquim de Melo, visitando a localidade alarmou-se com as freqüentes quedas de barreiras do rio Mearim e resolveu transferi-la para terras mais altas, na mesma margem do rio, ficando a vila denominada simplesmente de Sítio. Ainda neste mesmo ano, João Brandão e José Monteiro Guimarães assentaram seu arraial a algumas léguas rio acima, dando origem ao povoado de Arraial.
Em 13 de maio de 1836, o Juiz de paz José Antonio Fernandes, dirigia um abaixo assinado a Dom Marcos Antonio de Sousa, bispo nomeado para o Maranhão pelo Decreto de 12 de outubro de 1826, pedindo que elevasse à categoria de Curato, o povoado de Nossa Senhora da Graça do Arari.
Registro do historiador e geógrafo César Augusto Marques, em seu secular Dicionário Histórico-Geográfico da Província do Maranhão, dão conta de que o Curato de Arari possuía no ano de 1856 quarenta casas de telha e 90 de palha, 10.086 habitantes, sendo 313 escravos e 5 lojas ou quitandas.
Em 1858, por Lei Provincial nº 465 de 24 de maio, Arari era elevada à categoria de Vila, como Distrito Administrativo da Vila do Mearim. Arari passava a ser uma nova Freguesia com a invocação de Nossa Senhora das Graças.
Em 1864, Arari foi elevada à categoria de município por lei provincial, continuando sua sede com o título de Vila, porém, passando a ter autonomia político-administrativa por Lei Provincial nº 690, de 27 de junho de 1864. Pela Lei Provincial nº 692 da mesma data, foi desmembrada de Vitória do Mearim, adquirindo novas delimitações.
Contudo, somente em 29 de março de 1938, setenta e quatro anos após e emancipação política, Arari adquiriu foros de cidade por força do Decreto Lei nº 45.
Quem foi o fundador de Arari? E qual a origem do nome Arari?
Em resposta à primeira pergunta, afirmo, assim como afirmou o Dr. José Fernandes, em sua crônica - Quem fundou o Arari? – que se encontra no livro Gente e Coisas da Minha Terra -, que o fundador de Arari foi o Padre José da Cunha D’Eça. Uma vez que há registros seguros de que, nos idos de 1723 foi ele (José da Cunha D’Eça) quem fundou o curato do Arari. (Outros historiadores ararienses não concordam que o Pe. José da Cunha D'Eça foi fundador de Arari).
Renomados historiadores maranhenses, em obras bem elaboradas, como César Augusto Marques com o Dicionário Histórico-Geográfico da Província do Maranhão; O Professor Jerônimo de Viveiros; Eloy Coelho Neto em seu livro Geo-História do Maranhão, fazem a mesma afirmação. Além do intelectual arariense, Dr. José de Ribamar Fernandes.
Em relação à pergunta a respeito da origem do nome Arari, depois de conhecer várias hipóteses (ou meras especulações e ilações), acredito que a terminologia Arari que, etimologicamente, vem do tupi ara’ri, que quer dizer arara, foi importada do Pará pelos portugueses que vieram morar nessas terras mearinenses. Assim como foi importada de Belém, capital do Pará, a devoção a Nossa Senhora da Graça.
Sabe-se da existência de uma região paraense com características geográficas, fisiográficas e toponímicas iguais às nossas, denominada Arari.
Provavelmente, quando os portugueses chegaram aqui no nosso Arari, após passagem por regiões paraenses como Cachoeira do Arari, Lago Arari, por exemplo, perceberam as semelhanças entre ambas as regiões e deram o nome Arari a estas terras, uma vez que não havia um nome específico confirmado a esse auspicioso lugar àquela época.
PS. Sabe-se que há muita coisa relacionada à História de Arari que precisa ser esclarecida e cabalmente confirmada. Aqui coloquei apenas as minhas ideias. No esntanto, é válido que outros estudiosos ararienses se dediquem a uma investigação histórica mais apurada sobre a nossa Gleba.
